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Preservar o solo, resistir à seca: uma rotina que virou poesia no sertão nordestino

Mariana Ceratti's picture
O produtor rural Napoleão de Sousa, de Canindé (Ceará), vive em uma região onde simplesmente não há água. “Já cavaram um poço com 50 metros de fundura e nada”, lembra.

Quando chove pouco, o que acontece há dois anos no estado, ele e os vizinhos ainda conseguem contar com cisternas e com a água que vem de longe em caminhões-pipa. Se a plantação não vinga, como em 2012, há o auxílio do Bolsa Família, do Seguro Safra ou da aposentadoria. “Tudo isso está segurando muita gente do Nordeste”, avalia.

E quem não tem nada disso, como fica? Afinal, falta d’água não é exclusividade do sertão nordestino. A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que, globalmente, uma em cada cinco pessoas viva nessa condição.

Nesta semana, a ONU celebrou o Dia Mundial contra a Desertificação (17/6) e lembrou que parte da solução está em preservar o solo, exatamente como seu Napoleão vem fazendo em Canindé. No vídeo, ele mostra como a construção de pequenas barragens naturais pode ajudar nesse propósito.
 
Cuidados com o solo