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A força das florestas brasileiras contra as mudanças climáticas

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A importância das áreas protegidas da Amazônia

Um dos primeiros projetos que vim conhecer de perto desde que comecei a trabalhar como diretor do Banco Mundial no Brasil foi o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia, mais conhecido como Arpa. E não foi à toa, porque há anos o projeto apoia o Brasil na preservação das florestas e no enfrentamento das mudanças climáticas.

De 2002 a 2010, o Arpa contribuiu para a criação de 44 áreas protegidas, somando 24 milhões de hectares. Isso representa 46% de todas as áreas protegidas criadas no mundo nesse período. Outro dado importante é que 37% da redução do desmatamento entre 2003 e 2009 podem ser atribuídos ao Arpa, segundo estudos independentes.
 
Agora, o projeto está na segunda etapa. Serão criados 13,5 milhões de hectares de novas áreas protegidas, um aumento de 50% com relação à fase inicial.

O Banco Mundial também é uma das instituições envolvidas no novo Programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia, que envolve o Brasil, a Colômbia e o Peru. O Programa ajudará a fortalecer as iniciativas do ARPA.

Preservar as florestas tropicais permite reduzir muito as emissões de gases causadores do efeito estufa e proteger a biodiversidade. Nós, do Grupo Banco Mundial, estamos felizes de ser parceiros do Brasil neste programa de conservação da Amazônia.

Comments

Submitted by lucia on

Acho excelente essa parceria para a conservação da Amazônia, porque os nativos só pensam em dilapidá-la.

Submitted by Northon de Souza on

A população da amazônia é composta pela maioria por mestiços e indígenas, há uma boa parcela dessa população vivendo sob condições precárias de saúde, educação e saneamento básico, enquanto houver políticas somente ambientais e não sócio-econômico e ambiental, sua preservação será apenas uma utopia ilusória, criada apenas para agradar os tolos e não os gentios moradores dessa região, não sou contra a preservação ambiental, mas precisamos desenvolver as pessoas que vive na amazônia também, desenvolvendo-as também conservamos a amazônia.

Submitted by fernanda azevedo on

Assunto de suma importância. Parabéns Dr.Martin Raiser. foi um prazer conhece-lo pessoalmente. Ass. Fernanda Azevedo

Submitted by Sérgio Cantuária on

A conservação da Amazônia Brasileira é um esforço que envolve um grande número de instituições nacionais e internacionais. Não é fácil pensar ou fazer conservação em um região gigantesca envolta por políticas que trazem grandes contradições em termos de desenvolvimento e na modelagem de negócios pouco sustentáveis. Acredito que atribuir a degradação dos inúmeros ecossistemas desse Bioma aos nativos é um erro crasso. A dilapidação, salvo melhor juízo, se dá em função da expansão da fronteira agrícola em estreita exploração clandestina, ou não, dos recursos naturais, sobretudo dos recursos madeireiros e minerais. O ARPA deu e está dando um aporte gigantesco tanto na criação de Unidades de Conservação, como também no desenvolvimento de práticas e de negócios comunitários voltados ao uso econômico de nossa biodiversidade, até mesmo no fortalecimento institucional do ICMBio, que é o responsável pela gestão da UCs no Brasil. Mas tudo isso ainda é pouco. Criar unidades de conservação não implica em aumento da capacidade operacional do ICMBio, por exemplo, em monitorar e fiscalizar a efetiva proteção dessa áreas. Bom, escrevi essa linha apenas para trazer alguns elementos que contribuam com suas reflexões sobre os principais vetores de delapidação da Amazônia Brasileira.