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Por trás da lente: Registrando a história dos defensores dos elefantes do Niassa

Raul Gallego Abellan's picture
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Já tínhamos passado alguns dias com os guardas florestais da Reserva Nacional do Niassa em Moçambique, patrulhando a área com viaturas 4x4, em estradas de terra e fazendo longas caminhadas no meio do mato em uma operação de comando quase silenciosa. Durante uma pausa nom dos postos avançados, me pediram para explicar porque que eu, cineasta do Global Wildlife Program (GWP), estava a fazer vídeos sobre eles e como eu me sentia lá.

Quatro estratégias para desencadear o potencial de Moçambique para criar empregos inclusivos

Ian Walker's picture
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Ao longo das duas últimas décadas, Moçambique alcançou uma redução substancial da pobreza, contudo o modelo de desenvolvimento existente tem vindo a perder alento. Quando a guerra civil terminou no início dos anos 90, Moçambique era um dos países mais pobres do mundo. Desde então, teve um crescimento relativamente rápido e a taxa de incidência da pobreza diminuiu continuamente. No entanto, o Diagnóstico de Emprego, produzido como parte do Let’s Work Moçambique País Piloto, mostra que nos últimos 20 anos, o padrão de crescimento se tornou progressivamente menos inclusivo. Neste blog, delineamos quatro estratégias possíveis que poderiam ajudar na aceleração da mudança para atividades de maior valor agregado e melhores meios de subsistência, para a massa de trabalhadores com baixos rendimentos em Moçambique.

Pescando por Lucros de Maneira Sustentável

Joao Moura Estevao MarquesdaFonseca's picture
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O bacalhau em muitas formas, de peixe seco para exportação à Nigéria até colágeno e óleo para venda em outros lugares. Foto: João Moura / Banco Mundial


Das praias de areia branca de Moçambique aos portos cobertos de neve da Islândia, uma delegação do governo de Moçambique descobre como direitos transacionáveis, gestão transparente e pesquisa e análise podem transformar uma indústria pesqueira.

Praticando o que apregoas: Gestão de Recursos Naturais em Moçambique

André Rodrigues de Aquino's picture
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Foto: Andrea Borgarello/World Bank

À medida que o meu avião se aproxima de Maputo, sou recebido por lençóis de águas azul-turquesa bordadas em fitas cremosas de areia, e faixas de verdes em cada sombra, dos mangais às únicas florestas endêmicas costeiras de Maputo. Mas também vejo uma mistura de conglomerados e regiões degradadas, onde as florestas outrora floresceram.

Usar um Rinoceronte como Mascote e o Desporto Escolar para Aumentar a Sensibilização para a Preservação da Vida Selvagem

Bruno Nhancale's picture
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Photo Credit/copyright: Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, 2017.

Não é todos os dias que, num evento desportivo escolar, as boas-vindas nos são dadas por um enorme mamífero com chifres, vestido de jogador de futebol. Mas, num dia soalheiro e quente na cidade de Xai-Xai , no sul de Moçambique, conheci um rinoceronte chamado Xibedjana. A partir da tribuna dos espectadores no XIII Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, inaugurado pelo Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, reparei num rinoceronte a dançar no meio de uma parada de estudantes.

Em Moçambique, Banco Mundial reabilita infraestrutura vital, assegurando irrigação e transporte

Rafael Saute's picture
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Agricultores colhem tomate, colocado em caixas para venda em mercados. Foto Gustavo Mahoque / Banco Mundial


A primeira vez que visitei o distrito de Chókwe na província de Gaza, a cerca de 230 km da capital Maputo, estórias sobre potencialidades agrícolas da região vieram-me à mente. Durante anos a narrativa oficial rotulou Chókwe como o 'O Celeiro da Nação' - Bem, pelo menos para a região sul do país, pensei alto algo céptico enquanto conduzia. Isto foi antes de eu avistar o imponente e, sem dúvidas, o maior sistema de irrigação por gravidade jamais construído no país, cobrindo 37.000 hectares de terra fértil à jusante do majestoso Rio Limpopo. Uma vez no local pude testemunhar a azafama da colheita do tomate e outros vegetais, e sentir o entusiasmo nos agricultores, comerciantes e residentes daquele vale. 

De que maneira a Capacitação das Mulheres Pode Ajudar a Acabar com a Pobreza em África

Makhtar Diop's picture
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Há já demasiado tempo que as mulheres e meninas em África se vêem confrontadas com a discriminação e as desigualdades na área do trabalho, que não só as prejudicam, mas também às suas famílias, comunidades e, na generalidade, aos seus países. Neste início de 2015, o Ano que a União Africana dedica à Capacitação das Mulheres, há um factor que se destaca claramente: não conseguiremos reduzir  a pobreza, sem estabelecermos simultaneamente, a igualdade de género.
 
Enquanto a maioria dos governos de África reconhecem que a capacitação de mulheres e raparigas é um factor-chave para o desenvolvimento económico, a transição na fertilidade – um factor importante para um crescimento económico sustentado – tem sido, em África, muito mais lenta que em outras regiões do mundo. O acesso ao planeamento familiar e aos serviços de saúde materna – bem como a educação das meninas – tem resultado, normalmente, em melhores oportunidades económicas para as mulheres e para uma redução da fertilidade. Alguns governos de África estão a procurar formas inovadoras para acelerar a transição demográfica. No Níger, por exemplo, onde a taxa de fertilidade (7.6 crianças por mulher) é das mais elevadas do mundo, a “Escola para Maridos”, um programa educativo que é ministrado por líderes comunitários tradicionais e muito respeitados, está em franco progresso em todo o país, destacando os benefícios do planeamento familiar e a saúde reprodutiva.