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Até que ponto estão todos jogando em condições iguais na América Latina?

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Em menos de uma geração, a região da América Latina e Caribe (LAC) realizou grandes progressos para expandir a provisão de serviços públicos necessários para que as crianças sejam bem sucedidas ao crescer. As habilidades, a saúde e o conhecimento acumulados por indivíduos antes da fase adulta são essenciais para que encontrem trabalho, acelerem a mobilidade econômica e reduzam a desigualdade no longo prazo. O progresso observado na LAC engloba tanto o aumento do acesso a saúde e escolas quanto água encanada e eletricidade. No entanto, o progresso também foi desigual, tanto entre países quanto entre diferentes tipos de serviços básicos.

Hoje, as condições na América Latina são mais equitativas em termos de acesso à eletricidade, área na qual observa-se a maior redução no diferencial de cobertura. A Figura 1 abaixo mostra como o resultado típico da região (mediana) se compara com o país com o melhor nível de cobertura (marcado como o “melhor da classe”) em três serviços básicos para crianças. O foco em crianças torna possível determinar que qualquer diferença em acesso se deve principalmente a circunstâncias fora do seu controle. No caso de acesso a eletricidade, a mediana regional não apenas convergiu na direção do país com o melhor desempenho, mas ela agora atingiu uma cobertura de 99%.

As crianças têm duas vezes mais probabilidade de serem pobres do que os adultos na América Latina

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A pobreza infantil tem caído constantemente na América Latina, mas ainda se mantém muito mais elevada que a pobreza entre os adultos. Em 2014, a pobreza infantil alcançou 36%, quase o dobro da taxa entre os adultos (19%; saiba mais aqui). O gráfico a seguir mostra que a pobreza vem caindo tanto entre os adultos quanto entre as crianças; porém, um olhar mais cuidadoso revela que a pobreza infantil diminuiu mais lentamente.
 

Os ventos que sopram contra todos

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A atual desaceleração econômica reduziu o crescimento para todos os grupos de distribuição de renda na América Latina, deixando para trás o que ocorreu nos anos 2000. Naquele período, o crescimento não era apenas elevado, mas também beneficiava mais os pobres que o restante da população. Entre 2006 e 2011, a região da América Latina e Caribe registrou a maior taxa global de crescimento na renda dos 40% mais pobres. Desde então, no entanto, os índices de crescimento desaceleraram.