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March 2016

Um círculo virtuoso: a integração de catadores na gestão de resíduos sólidos

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A questão dos resíduos sólidos - sua geração, coleta e disposição - é um grande desafio mundial do século 21. A reciclagem impulsiona a sustentabilidade ambiental, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e estimula a economia, por meio do fornecimento de matérias-primas e materiais de embalagem.
 
Os catadores de materiais recicláveis são os principais atores na recuperação de resíduos para a indústria de reciclagem. Em todo o mundo, um grande número de pessoas de baixa renda e comunidades desfavorecidas ganham a vida coletando e separando esses resíduos, e depois vendendo-os por meio de intermediários para a indústria de reciclagem. Onde outros veem restos, os catadores veem papel, papelão, vidro e metal. Eles são hábeis em separação e no empacotamento de diferentes tipos de resíduos por cor, peso e uso final para vender à indústria de reciclagem. No entanto, os catadores são raramente reconhecidos pelo importante papel que desempenham na criação de valor a partir dos resíduos gerados por outros e na contribuição para a redução das emissões de carbono.
 
Felizmente, ao redor do mundo, os catadores têm se organizado e as cidades começaram a promover o círculo virtuoso que vem com a integração de catadores, os recicladores do mundo, na gestão de resíduos sólidos.
 
O Brasil foi o primeiro país a integrar catadores, por meio de suas cooperativas, a sistemas de gestão de resíduos sólidos municipais e o primeiro a adotar uma Política Nacional de Resíduos, reconhecendo as contribuições de catadores e proporcionando um enquadramento jurídico para permitir que cooperativas de catadores sejam contratadas como provedores de serviço. Um contrato para limpar os estádios durante a Copa do Mundo foi concedido ao movimento nacional de catadores no Brasil.