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Que papel devem ter os bancos de desenvolvimento?

Ceyla Pazarbasioglu's picture
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Em todo o mundo, bancos de desenvolvimento estão avaliando sua atuação e observando onde esses esforços têm mais impacto. O tema foi objeto de uma reunião organizada pelo Banco Mundial e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os bancos de desenvolvimento se tornam peças cada vez mais fundamentais à medida que o mundo busca angariar os recursos necessários para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Esses bancos podem ajudar a atrair o setor privado e solidificar as parcerias entre os setores público e privado, principalmente em matéria de financiamento de infraestrutura.

No entanto, o uso abusivo de bancos de desenvolvimento pode gerar riscos fiscais e distorções no mercado de crédito. Para evitar essas armadilhas, os bancos de desenvolvimento precisam de uma missão bem definida e devem operar sem influência política, concentrar-se no combate às grandes falhas de mercado, focar as áreas onde o setor privado não atua, monitorar e avaliar intervenções e realizar os ajustes necessários para garantir o impacto almejado. Também precisam ser transparentes e responsáveis.

O Próximo Nível de Transformação Económica de África

Jim Yong Kim's picture
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© World Bank

Os ministros das Finanças do G20 reuniram-se na semana passada na Alemanha para analisar os desafios prementes que a economia global enfrenta, desde as mudanças climáticas, passando pela migração até as emergências humanitárias como o desabrochar da fome em partes da África Subsaariana e do Médio Oriente.
 
Saí dos encontros encorajado pelo compromisso partilhado de lidar com essas questões importantes. Informei como o Grupo Banco Mundial está a trabalhar para providenciar pelo menos US $ 1,6 biliões para os países afetados pela fome, alocando fundos para ajudar os mais vulneráveis. 

E se pudéssemos ajudar as cidades a planejarem de forma eficaz um futuro com um nível mais baixo de carbono?

Stephen Hammer's picture

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Banco Mundial

Se a mudança do clima fosse um quebra-cabeça, as cidades seriam uma peça-chave bem no centro. Isso foi reforçado por mais de 100 países no mundo inteiro, destacando as cidades como elemento crítico de suas estratégias de redução da emissão de gases de efeito estufa (GHG) em seus planos climáticos nacionais (também conhecidos como Contribuições Intencionais Nacionalmente Determinadas/INDCs) apresentados à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) em 2015.

Desde a subsequente assinatura do Acordo de Paris, esses países mudaram de rumo e passaram a transformar seus planos climáticos em ações. E se, como muitos se perguntaram, pudéssemos encontrar uma forma econômica e eficiente para ajudar as cidades – tanto nos países em desenvolvimento quanto nos desenvolvidos – a adotarem um caminho de crescimento de baixo carbono?

Por que investir nas florestas é dinheiro e tempo bem empregados

Tone Skogen's picture
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Togo_Andrea Borgarello / World Bank

É amplamente reconhecido que a redução de emissões provenientes do desmatamento poderia corresponder a um terço da diminuição das emissões de gases de efeito estufa necessária até 2030 para o planeta não aquecer mais de 2ºC. No entanto, proteger e gerenciar as florestas de forma prudente não somente faz sentido de uma perspectiva do clima. É também algo inteligente para a economia. As florestas são recursos econômicos de suma importância nos países tropicais. Protegê-las aumentará a resiliência às mudanças do clima, reduzirá a pobreza e ajudará a preservar a biodiversidade.

Seguem apenas alguns fatos para ilustrar por que as florestas são tão importantes. Primeiro, as florestas nos prestam serviços de ecossistema, tais como polinização de safras de alimentos, água e filtração do ar, bem como proteção contra inundações e erosão. As florestas também abrigam cerca de 1,3 bilhão de pessoas no mundo inteiro que dependem dos recursos florestais para subsistência. Em nível local, as florestas contribuem para a pluviosidade necessária para manter a produção de alimentos no correr do tempo. Quando as florestas são destruídas, esses benefícios são roubados da humanidade. 

O novo Relatório sobre a Economia Climática nos mostra que o crescimento econômico e a redução das emissões de carbono podem se reforçar mutuamente. Precisamos de mais inovação e mais investimentos para ter uma economia de baixo carbono. Isso requer certas escolhas fundamentais de política pública e a transformação não será fácil. No entanto, é possível e na realidade trata-se do único caminho para um crescimento e desenvolvimento sustentados. Se o uso da terra for produtivo e os sistemas energéticos forem eficientes, ambos impulsionarão um desenvolvimento econômico sólido e reduzirão a intensidade das emissões carbono.

Em âmbito mundial, os países com as grandes florestas tropicais já estão agindo.

Nas florestas, uma mudança de atitude em favor dos povos indígenas

Myrna Kay Cunningham Kain's picture
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Girl. Panama. Gerardo Pesantez-World Bank

Em 2015, mais de 500 milhões de hectares de florestas eram posse de povos indígenas. Embora nas últimas décadas a área florestal designada aos povos indígenas e sob sua posse tenha aumentado, os governos ainda administram 60% dessas áreas, e as corporações e agentes privados, 9%. A pressão dos povos indígenas nas últimas décadas tornou possível aumentar em cerca de 50% a área florestal reconhecida como propriedade das comunidades indígenas e a elas designada. A América Latina e o Caribe, onde os povos indígenas controlam 40% das florestas, é a região com maiores avanços. Outras regiões do mundo mostram tendências semelhantes.

Para os povos indígenas, que sempre têm vivido na floresta, ela representa seu espaço de reprodução cultural, produção de alimentos e segurança espiritual. Para os governos e empresas, a floresta contém ativos importantes para a produção de alimentos, desenvolvimento econômico, segurança, mitigação da mudança do clima, sequestro de carbono, água, minerais e extração de gás. A essas percepções divergentes sobre propriedade e uso da floresta somou-se nas últimas décadas a multiplicação de conflitos sobre o controle do território e recursos florestais. Com a crescente demanda internacional de bens primários (minerais, hidrocarbonetos, soja e outros produtos agrícolas básicos), há um maior dinamismo econômico com base em sua exploração. No entanto, isso foi ao custo de graves impactos ambientais, reclassificações espaciais e violações de direitos, interesses, territórios e recursos dos povos indígenas (CEPAL 2014).

Nesse contexto, o que está contribuindo para a mudança de atitude, tanto no nível de país como global, que nos permite concluir que essa situação já começou a se reverter?

Um círculo virtuoso: a integração de catadores na gestão de resíduos sólidos

Martha Chen's picture
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A questão dos resíduos sólidos - sua geração, coleta e disposição - é um grande desafio mundial do século 21. A reciclagem impulsiona a sustentabilidade ambiental, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e estimula a economia, por meio do fornecimento de matérias-primas e materiais de embalagem.
 
Os catadores de materiais recicláveis são os principais atores na recuperação de resíduos para a indústria de reciclagem. Em todo o mundo, um grande número de pessoas de baixa renda e comunidades desfavorecidas ganham a vida coletando e separando esses resíduos, e depois vendendo-os por meio de intermediários para a indústria de reciclagem. Onde outros veem restos, os catadores veem papel, papelão, vidro e metal. Eles são hábeis em separação e no empacotamento de diferentes tipos de resíduos por cor, peso e uso final para vender à indústria de reciclagem. No entanto, os catadores são raramente reconhecidos pelo importante papel que desempenham na criação de valor a partir dos resíduos gerados por outros e na contribuição para a redução das emissões de carbono.
 
Felizmente, ao redor do mundo, os catadores têm se organizado e as cidades começaram a promover o círculo virtuoso que vem com a integração de catadores, os recicladores do mundo, na gestão de resíduos sólidos.
 
O Brasil foi o primeiro país a integrar catadores, por meio de suas cooperativas, a sistemas de gestão de resíduos sólidos municipais e o primeiro a adotar uma Política Nacional de Resíduos, reconhecendo as contribuições de catadores e proporcionando um enquadramento jurídico para permitir que cooperativas de catadores sejam contratadas como provedores de serviço. Um contrato para limpar os estádios durante a Copa do Mundo foi concedido ao movimento nacional de catadores no Brasil.
 

A segurança no trânsito é uma questão de equidade para as pessoas de baixa renda

Bertrand Badré's picture
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Street traffic in Kathmandu, Nepal. © Simone D. McCourtie/World Bank


​A segurança no trânsito talvez não seja o primeiro pensamento a vir à mente quando se fala de erradicar a pobreza. Mas a segurança no trânsito afeta sumamente as pessoas mais pobres do mundo.
 
Consideremos o caso da África. Enquanto todas as outras regiões do mundo registraram um declínio nas taxas de fatalidades rodoviárias de 2010 a 2013, a taxa da África aumentou. Esse continente tem agora a mais alta taxa regional de fatalidade com 27 mortes para cada 100.000 habitantes. A parcela no número total de mortes nos países de baixa renda aumentou de 12% para 16% no mesmo período. No entanto, esses países representam apenas 1% do número total de veículos do mundo.