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Praticando o que apregoas: Gestão de Recursos Naturais em Moçambique

André Rodrigues de Aquino's picture
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Foto: Andrea Borgarello/World Bank

À medida que o meu avião se aproxima de Maputo, sou recebido por lençóis de águas azul-turquesa bordadas em fitas cremosas de areia, e faixas de verdes em cada sombra, dos mangais às únicas florestas endêmicas costeiras de Maputo. Mas também vejo uma mistura de conglomerados e regiões degradadas, onde as florestas outrora floresceram.

Usar um Rinoceronte como Mascote e o Desporto Escolar para Aumentar a Sensibilização para a Preservação da Vida Selvagem

Bruno Nhancale's picture
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Photo Credit/copyright: Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, 2017.

Não é todos os dias que, num evento desportivo escolar, as boas-vindas nos são dadas por um enorme mamífero com chifres, vestido de jogador de futebol. Mas, num dia soalheiro e quente na cidade de Xai-Xai , no sul de Moçambique, conheci um rinoceronte chamado Xibedjana. A partir da tribuna dos espectadores no XIII Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, inaugurado pelo Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, reparei num rinoceronte a dançar no meio de uma parada de estudantes.

Em Moçambique, Banco Mundial reabilita infraestrutura vital, assegurando irrigação e transporte

Rafael Saute's picture
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Agricultores colhem tomate, colocado em caixas para venda em mercados. Foto Gustavo Mahoque / Banco Mundial


A primeira vez que visitei o distrito de Chókwe na província de Gaza, a cerca de 230 km da capital Maputo, estórias sobre potencialidades agrícolas da região vieram-me à mente. Durante anos a narrativa oficial rotulou Chókwe como o 'O Celeiro da Nação' - Bem, pelo menos para a região sul do país, pensei alto algo céptico enquanto conduzia. Isto foi antes de eu avistar o imponente e, sem dúvidas, o maior sistema de irrigação por gravidade jamais construído no país, cobrindo 37.000 hectares de terra fértil à jusante do majestoso Rio Limpopo. Uma vez no local pude testemunhar a azafama da colheita do tomate e outros vegetais, e sentir o entusiasmo nos agricultores, comerciantes e residentes daquele vale. 

De que maneira a Capacitação das Mulheres Pode Ajudar a Acabar com a Pobreza em África

Makhtar Diop's picture
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Há já demasiado tempo que as mulheres e meninas em África se vêem confrontadas com a discriminação e as desigualdades na área do trabalho, que não só as prejudicam, mas também às suas famílias, comunidades e, na generalidade, aos seus países. Neste início de 2015, o Ano que a União Africana dedica à Capacitação das Mulheres, há um factor que se destaca claramente: não conseguiremos reduzir  a pobreza, sem estabelecermos simultaneamente, a igualdade de género.
 
Enquanto a maioria dos governos de África reconhecem que a capacitação de mulheres e raparigas é um factor-chave para o desenvolvimento económico, a transição na fertilidade – um factor importante para um crescimento económico sustentado – tem sido, em África, muito mais lenta que em outras regiões do mundo. O acesso ao planeamento familiar e aos serviços de saúde materna – bem como a educação das meninas – tem resultado, normalmente, em melhores oportunidades económicas para as mulheres e para uma redução da fertilidade. Alguns governos de África estão a procurar formas inovadoras para acelerar a transição demográfica. No Níger, por exemplo, onde a taxa de fertilidade (7.6 crianças por mulher) é das mais elevadas do mundo, a “Escola para Maridos”, um programa educativo que é ministrado por líderes comunitários tradicionais e muito respeitados, está em franco progresso em todo o país, destacando os benefícios do planeamento familiar e a saúde reprodutiva.