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De que maneira a Capacitação das Mulheres Pode Ajudar a Acabar com a Pobreza em África

Makhtar Diop's picture
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Há já demasiado tempo que as mulheres e meninas em África se vêem confrontadas com a discriminação e as desigualdades na área do trabalho, que não só as prejudicam, mas também às suas famílias, comunidades e, na generalidade, aos seus países. Neste início de 2015, o Ano que a União Africana dedica à Capacitação das Mulheres, há um factor que se destaca claramente: não conseguiremos reduzir  a pobreza, sem estabelecermos simultaneamente, a igualdade de género.
 
Enquanto a maioria dos governos de África reconhecem que a capacitação de mulheres e raparigas é um factor-chave para o desenvolvimento económico, a transição na fertilidade – um factor importante para um crescimento económico sustentado – tem sido, em África, muito mais lenta que em outras regiões do mundo. O acesso ao planeamento familiar e aos serviços de saúde materna – bem como a educação das meninas – tem resultado, normalmente, em melhores oportunidades económicas para as mulheres e para uma redução da fertilidade. Alguns governos de África estão a procurar formas inovadoras para acelerar a transição demográfica. No Níger, por exemplo, onde a taxa de fertilidade (7.6 crianças por mulher) é das mais elevadas do mundo, a “Escola para Maridos”, um programa educativo que é ministrado por líderes comunitários tradicionais e muito respeitados, está em franco progresso em todo o país, destacando os benefícios do planeamento familiar e a saúde reprodutiva.