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Na América Latina e Caribe, mais educação não significa menos pobreza

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A educação não está fechando as lacunas de renda na América Latina


Hoje, o mundo celebra pelo 25º ano o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Vinte e cinco anos são tempo suficiente para a passagem de uma geração. Por isso, é particularmente apropriado analisar como as coisas mudaram para a geração que cresceu desde a primeira celebração dessa data. Em uma análise publicada hoje pelo Banco Mundial, examinamos a escolaridade da geração atual de jovens adultos em comparação com a de seus pais.

O foco na mobilidade intergeracional é importante porque se trata de um componente do crescimento inclusivo e da redução sustentável da pobreza. A mobilidade educacional contribui para o crescimento e a estabilidade social por meio da promoção da inovação e do investimento em capital humano. Isso nos permite dizer não só se houve uma melhora de uma geração para a próxima, mas também como as oportunidades são difundidas na sociedade, o que pode ajudar a fortalecer as percepções de justiça e aumentar as aspirações a um futuro melhor.
 
Ao levar em conta as perspectivas de longo prazo, nossa análise mostra que a região da América Latina e o Caribe deu grandes passos na expansão do acesso à educação nas últimas décadas. Mais crianças vão à escola por mais tempo do que seus pais, o que chamamos de "mobilidade intergeracional absoluta". Em termos da mobilidade intergeracional absoluta, a região está bem posicionada com relação a outras.

No entanto, na América Latina e no Caribe, os filhos de pais com menos tempo de estudo têm uma maior probabilidade de se tornarem os menos escolarizados em sua própria geração. Nesta métrica, a que chamamos de "mobilidade intergeracional relativa", a região está tão bem quanto as outras. Os investimentos feitos em educação se traduziram em ganhos gerais no desempenho escolar, mas as desigualdades entre grupos continuam.
 
Mais especificamente, existem dois períodos importantes destacados neste vídeo. O primeiro é durante a infância. O acesso à educação infantil é maior para os segmentos mais ricos da população em comparação com os mais pobres. O segundo é depois de terminar a escola primária. A desigualdade na taxa de escolaridade começa a ser notável durante o ensino médio e cresce ainda mais durante o ensino superior. Quanto maior a diferença na renda, mais amplas as diferenças de acesso à escola.

Os alunos nas famílias mais pobres enfrentam disparidades adicionais em termos da qualidade de educação a que têm acesso. Isso contribui para resultados de aprendizagem mais pobres, como se pode ver em exames internacionais. Por exemplo, as características socioeconômicas de um aluno têm maior impacto nos resultados dos exames nos países da América Latina e o Caribe do que nos países das outras regiões. A boa notícia é que, nesta frente, também houve progresso. Tais resultados podem nos ajudar a ver o futuro da próxima geração com melhores possibilidades.

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